Maquiagens para festas de final de ano

https://youtu.be/sjpW7QRgkM4
Olá pessoal! Tudo bem? Estamis ãs portas das festas de final deano e as vezes nem pensamos em nós mesmas e em nossas producões.
Ficamos preocupadas, correndo e nem olhamos para gente, ne?

Esta maquiagem da foto fiz para festinha do meu filho, mas achei maravilhosa para outros eventos.

Fiz o video com passo a passo desta maquiagem. Vamos conferir?
meu filho


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Vidas "Negras" importam sim



Somália. Já ouviram falar? Conhecida também como República Federal da Somália, este país que fica no nordeste africano (chifre africano), faz fronteiras com outros países como Quenia, Etiópia e também Oceano Índico.

A Somália é conhecida mundialmente como um dos países mais pobres da África, com guerra civil armada existente desde 1991 e pasmem, um dos países que mais tem ataques terroristas no mundo. Como assim? Você sabia? Nem eu? Por isso achei por bem pesquisar e compartilhar isso com vocês.

Esta semana a Somália teve mais um ataque terrorista e desta vez mais de 300 vidas foram atingidas. O mais surpreendente é que a mídia e a opinião pública não tratam este assunto com tanta ênfase como os atentados ocorridos em países da Europa ou mesmo nos Estados Unidos. Por quê será? Acredito que as pessoas que estão na Somália tem menos valor humano que as pessoas que estão na Europa para estas grandes agências. Do contrário, a repercussão teria o mesmo peso.

Este tem sido considerado um dos maiores e mais terríveis ataques terroristas mundiais. Desta vez foram colocados explosivos, em esquinas dos locais mais movimentados de Mogadíscio, próximo a um caminhão de combustível. Com a explosão, as ruas foram lambidas por uma bola de fogo que absorveu as pessoas, matando-as carbonizadas. Outro local de terrorismo, foi próximo a um supermercado.

Daí fica a dúvida: por quê notícias como esta não tem o mesmo peso e nem repercussão que as anteriores? Claro que não podemos culpabilizar a mídia pela guerra que ocorre lá, mas sim por omitir e escamotear as informações que ocorrem ao longo do mundo.

Atentados terroristas são crimes à qual precisamos estar alertas, pois podem acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo, inclusive aqui no Brasil. No caso da Somália, segundo a ONU é um ataque revoltante, visto que o país tem pouquísimos recursos nos hospitais para cuidar das pessoas feridas.

Eu digo que particularmente, vejo o atentando na Somália tão covarde como a centenas de crimes de extermínio da população negra de um modo geral. Se compararmos, veremos que os números se aproximam bastante e, conscidentemente, a maioria das vítimas residem em bairros humildes, são pobres e tem a como negra a cor da pele.

Até quando vamos suportar isso?




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Feminismo Negro - Você sabe o que é? Talvez seja útil para nós.


Olá, pessoal! Tudo bem? No post de hoje abordo sobre um tema que muito nos interessa, mas talvez não demos conta da sua relevância, que é sobre o Feminismo Negro.


Afinal, o que é Feminismo, gente???

O Feminismo em geral, é entendido, conceitualmente digamos, como um movimento sociopolítico, ideológico e filosófico, que visa  conquistar igualdade, oportunidade e proporcionalidade de direitos entre homens e MULHERES, à qual vivemos uma real diferença e discrepância, seja no ocidente ou no oriente.

Um exemplo claro disso são privilégios que muitos homens tem sobre as mulheres, não só através da cultura machista, como também no mercado de trabalho, onde muitos ganham mais do que nós mulheres, exercendo a mesma função e mesma carga horária.

Jamais podemos dizer que o feminismo é o contrário de machismo, pois este visa a dominação e o outro a igualdade dos gêneros sem sobrepor um ao outro.

O movimento feminista ganhou grande repercussão na década de 60, com outros movimentos sociais de forte expressão como o movimento negro, movimento LGBT e outros de "minorias invisíveis". Em virtude da ditadura militar e outros altos e baixos político, parte deste movimento foram se fragilizando. A partir da década de 90 em diante, paulatinamente o Movimento Feminista foi retomando nas forças graças às redes sociais que permitem uma liberdade de expressão maior em alcance, velocidade e público e a congruência em assuntos e experiências em comum como a , violência contra mulheres, desigualdade no mercado de trabalho, assédio sexual e moral entre outros.



Ok, mas se somos MULHERES, por quê a existência de um Movimento Feminista Negro?

A medida que o diálogo entre mulheres crescem, percebe-se diferenças em suas pautas. Não por  questão de vantagens ou privilégios (pois isso não nos pertence), mas por peculiaridades comum acirradas mais pelo RACISMO, do que o machismo e sexismo.

O Feminismo Negro surge como um movimento social, protagonizado por mulheres negras, que objetiva promover e visibilizar  pautas pertinentes às necessidades das mulheres negras. Ela ganha força a partir da década de 70, por quê não encontra espaço de fala e escuta no próprio movimento negro, sendo silenciado pela repressão à autonomia feminina, impedindo igualdade de lugar entre mulheres e homens negros e, no Movimento Feminista, o preterimento às pautas pertinentes às singularidades das mulheres negras, preterindo-as às pautas que contemplavam apenas mulheres não negras.
Pode parecer bizarro, mas encontrava-se ausencia de representatividade em ambos os espaços. No Movimento Feminista, a luta era por igualdade de direitos de mulheres brancas para com homens brancos e para nós, ainda não tinha espaço a discussão do peso histórico da subordinação à sombra da escravatura, uma vez que mulheres negras ocupam um lugar servil/invisibilizado por homens e mulheres não negras.

A partir deste insight, começamos a construir nossa autonomia, a partir da visibilidade de nossas pautas direcionadas à conscientização das diferenças de raça e classe e gênero, bem como na produção de conteúdo bem fundamentadas que iam muito mais além da discurssão de acesso a educação para manutenção de boas condições financeiras.

Contudo, não houve reconhecimento das pautas e tampouco reconhecimento das mulheres negras que lutaram pelas pautas do movimento feminino hegemônico, promovendo um vácuo de representatividade negra.

Obviamente a necessidade desta cisão não foi considerada pelo movimento feminista que rotulavam mulheres negras como "criadoras de caso" e que enxergamos racismo em todos os lugares, bem como ouvimos e lemos tais frases feitas.
Nossa luta vai, contraditoriamente, à favor da igualdade de direitos de mulheres negras para com mulheres brancas. Somos mulheres? Sim; mas nossas questões são bem diferentes uma das outras. Podemos ter como exemplos evidentes: a visibilidade/representatividade na mídia televisiva, impressa e digital; na literatura, no mercado de trabalho (quantas negras ocupam espaço de decisões nas empresas públicas e privadas?), no lugar de vítimas em situações de violências (da armada à doméstica), do protagonismo à maternidade em maioria solitária entre outras pautas.


"Enegrecendo o feminismo é a expressão que vimos utilizando para designar a trajetória das mulheres negras no interior do movimento feminista brasileiro. Buscamos assinalar, com ela, a identidade branca e ocidental da formulação clássica feminista, de um lado; e, de outro, revelar a insuficiência teórica e prática política para integrar as diferentes expressões do feminismo construídas em sociedades multirraciais e pluriculturais” (CARNEIRO, 2003: 118).

Ainda hoje vivemos lutas ideológicas, simbólicas, subjetivas e até objetivas para fazer entender e respeitar nossas reinvindicações. Muitos tentam sufocá-las repetindo as frases de efeito e afirmando que estamos com "mi-mi-mi". Isso prova e comprova o quão invisível socio e historicamente perpassdam nossas questões, comparadas com a de outros movimentos. Isso demonstra claramente o quão racista o Brasil e sua sociedade são, mas não podem assumir claramente, por se tratar de crime. Logo, as formas de minorar é reduzir nossas lutas como nada. Por isso precisamos nos empoderar, não apenas com cabelos naturais, mas principalmente com embasamento socio, histórico, político, estético e racial, para fazer valer nossas resistências. 

Deixo para pesquisas, os escritos de grandes autoras negras que contribuem totalmente à formação do pensamento negro social brasileiro:

Jurema Werneck, Sueli Carnéiro, Lélia Gonzalves, Djamila Ribeiro, Jarid Arraes, Nilma Lino Gomes, Angela Davis, Claudete Alves, Ana Claudia Lemos Pacheco, Luh Souza, e outros expoentes de grande expressão que podemos citar ao longo do tempo.

Espero que este texto tenha contribuído com nossa construção racial.

 Beijos e até o próximo post.



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