Apropriação Cultural sobre uso de TRANÇAS E DREADS




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Olá pessoal! Tudo bem? De forma prática, vamos falar um pouco sobre APROPRIAÇÃO CULTURAL. 

A sociedade brasileira é formada por um mix de pensamentos, cores, tons, ideologias, identidades e misturas em geral remete a um todo sentido ao jeito brasileiro de ser pelo mundo. Esta mistureba cult acaba marginalizando em sua essência, com o uso de gestos, instrumentos, características, estilos à que cada cultura pertence. Assim é com o uso de símbolos sagrados como a Burka, ; Xador, Estrela de Davi e Quipá pela cultura judaica. Estes símbolos jamais são apropriadas por grupos fora do contexto destas culturas e religiões. 

Por quê que com os símbolos de tribos indígenas e africanos seus símbolos culturais e religiosos são usados fora do seu contexto e descaracterizado?

 Em matéria da revista Capricho, "no momento em que uma pessoa não branca que é parte daquela cultura resolve exigir para si o direito de usar vestimentas de sua cultura, de falar sua língua, de praticar rituais, danças ou costumes da sua tradição cultural, esta pessoa será discriminada, será tratada como "ghetto", 'favelada'... Ela terá de aguentar piadinhas (estereotipadas), terá de aguentar críticas ferrenhas por ser vista como 'estranha', poderá vir a sofrer xenofobia, vai ser motivo de riso, poderá sofrer agressões e, dependendo do lugar e de com quem ela esbarre, poderá ser até morta. 
Pessoas não-brancas que expresam suas culturas publicamente sabem que correm sérios riscos de sofrer agressões, sejam elas físicas, psicológicas ou emocionais. Crianças apontarão em sua direção, adultos a encararam; alguns curiosos, e outros como se elas tivessem doenças infecciosas".


O cabelo trançado é uma arte antiga, passada de geração em geração na África. As origens dessa forma de arte podem ser atribuídas aos egípcios de 3550 AC.
Cada região da África tem seus penteados tradicionais e cada tribo sua estética particular.
Em muitos países oeste africanos, o trançado foi se desenvolvendo em padrões complexos sinalizando o status individual, idade, e filiação étnica.
Alguns penteados eram usados apenas em ocasiões cerimoniosas como casamentos e ritos de passagem.
Por ser uma forma de arte e moda feminina, isso não impediu que em algumas regiões esses penteados também fossem usados pelos homens.
As moças sempre foram cuidadas e penteadas por mulheres mais velhas, como irmãs, mães, avós, primas e tias.
Elas aprendiam primeiramente pela observação e depois pela pratica. Em geral as jovens desenvolvem suas habilidades praticando em seus colegas. ou em moças mais jovens, porque mulheres mais velhas não querem ser penteadas por ninguém mais jovem que elas.

Cachos Rasta ou Dread locks (dread - assustar)

Os Dread locks, algumas vezes chamados de dreads ou locks, são cordas de cabelo que se formam sozinhas, se o cabelo ficar por conta própria, sem escovar, pentear, aparar por um longo período.
Esses locks são um fenômeno universal e que foram usados em varias culturas através dos tempos.
Pode-se dizer que esse foi o mais antigo e universal de todos os penteados.
Tem feito parte da historia de todas as religiões.
Da Cristandade ao hinduísmo, os cachos foram o símbolo da pessoa altamente espiritualizada que tentou chegar mais perto da divindade.
Se pesquisarmos nos livros sagrados a sua historia, veremos que esses cachos são mencionados em varias passagens e culturas (na Bíblia, Sansão usava seu cabelo em cachos, e sua força insuperável foi perdida quando Dalila cortou suas mechas).
As raízes dos Dread Locks datam do período Hinduísta e de seu Deus Shiva.
Ha outras opiniões sobre suas origens africanas, mas não se sabe de que parte, como ou quando. Tal como a maioria das origens africanas os dread locks podem ter surgido em Kemet (África).
Porque o cabelo é tão importante para sacerdotes e templos? O cabelo é um grande receptor e emissor. Mesmo quando o cabelo cai do corpo, não perde suas qualidades, e pode ser um grande perturbador no fluxo da energia.
Antes dos animais serem sacrificados tem seus pelos atentamente observados pelos sacerdotes.
Não é qualquer carneiro ou gado que pode ser usado em uma cerimônia, somente o sacerdote é quem pode determinar essas condições.
Olhos destreinados podem considerar qualquer animal apropriado, mas se alguma parte do pelo estiver com problemas, é improprio para uso.
Sabemos que vários faraós usaram esses cachos, e na múmia de Tutancâmon seus dread locks estão intactos.
Na África pré-colonial, curandeiros e sacerdotes de varias partes, usavam cachos. As religiões que sucederam as tradicionais adotaram essas ideias de usar cachos ou raspar todos os pelos do corpo.
Pela Bíblia, aqueles que não se barbeiam, não bebem álcool ou comem carne são os mais próximos de Deus. Jesus é sempre mostrado com cabelo longo. No Islam, barbear é sinal de limpeza.
Por isso associar esses cachos apenas com o Rasta-farianismo é algo injusto.
Na historia do povo negro, o Rastafarianismo tornou-se um movimento politico-espiritual, desde que a profecia de Marcus Garvey foi cumprida.
Isso trouxe aos negros uma chama de esperança, o que fez os Rastafaris adotarem o estilo dos sacerdotes africanos.

Portanto, pessoal, não é mimimi e nem vitimismo reclamar do uso indevido de símbolos culturais de determinado grupo sociais historicamente discriminados por sua trajetória. É uma questão de direitos humanos, ética e "lugar de fala". Em outras palavras, isso diz respeito ao PATRIMONIO HISTÓRICO DAQUELE GRUPO OU NAÇÃO. PRECISA SER RESPEITADO.

Em outras palavras, por exemplo, se uma pessoa não negra/indígena/indiana, nãofaz parte daquele grupo, você tem o direito de se apropriar de determinada prática. 

Fica meio confuso, mas como não estamos acostumados com a prática da ética (limitar o direito e dever de cada um, onde do outro começa), sempre consideramos fútil, mas respeitar o que é do outro, faz toda diferença. Assim, segundo página de Rachel Furtado, apropriação cultura é: 

  • Usar vestimentas específicas que talvez—bem, que provavelmente carregam significados mais complexos e profundos do que simplesmente "ser uma vestimenta" ou "ser uma fantasia". Principalmente (mas não somente) se você tentar pegar essas roupas e usá-las fora de contexto (ex. usá-las como fantasias de Halloween ou Carnaval).

  • Usar certos ornamentos ou vestimentas de outras culturas com o objetivo de torná-los moda ou trendy, ou por alguém tê-los tornado moda ou trendy.

  • Tentar imitar a "beleza natural"; o que é considerado como belo por um grupo de pessoas E carrega significado cultural, bem como algumas maquiagems e "marcas" que carregam supracitado significado (ex. dreads, bindis, mehndi/henna, etc.)

  • Pegar rituais, tradições antigas e danças típicas, todas com significado cultural, e transformá-las no lixo barato e nojento do seu dia-a-dia só para que você tenha sua diversão. Qualquer tentativa de modificar tais tradições, torná-las "moda" ou "vendáveis" para os padrões branco-ocidentais, bem como se se apropriar delas se pessoas dessas culturas antes declararam que isso seria ofensivo, é considerada apropriação cultural (exemplo: fumar sheesha, fazer o twerking)

  • Pegar ideias e tradições religiosas/espirituais de uma cultura e começar a "seguí-las" para se sentir trendy, especial ou diferente.

  • Tentar se dizer/agir como se você fosse expert na culinária, música ou arte de uma cultura, chegando ao absurdo de falar e/ou acreditar que sabe ou pode fazer isso tudo melhor do que as pessoas que FAZEM PARTE de tal cultura.

  • Basicamente tentar se apropriar de uma cultura, de sua aparência, de suas vestimentas, amuletos, do que esta considera belo, de suas tradições, rituais, danças e costumes, da sua identidade em geral e transformá-los em simples lixo vendável branco-ocidental, ou simplesmente pegá-las e as usar da maneira que preferir e não da maneira que devem ser usadas, ou usá-las mesmo após pessoas que fazem dessa cultura terem lhe dito que é ofensido e lhe pedido para parar.

   Tentar ignorar a existência de outras culturas é apagar a identidade das pessoas que dessas culturas fazem parte. Você pose apreciar/gostar/admirar outras culturas sem tentar roubá-las, usá-las, usá-las como fantasias ou torná-las vendáveis para A SUA GENTE. Se você não nasceu - ou, vamos ser justos, se pelo menos não foi criado como parte daquela cultura (existem, afinal, várias crianças nascidas em um país, adotadas e criadas em outro) -, CONHEÇA E RESPEITE SEUS LIMITES!


 E o que não é apropriação cultural?

  • Experimentar/comer/cozinhar pratos de outras culturas.

  • Escutar músicas de outras cultura

  • Assistir filmes de/sobre outras culturas

  • Ler livros que fazem parte/falam de outras culturas.

  • Apreciar a arte de outra cultura

  • Usar roupas de outras culturas SE não existir por trás dessas um significado especial e específico, ou em um meio onde tal cultura é a que prevalesse e SE as pessoas dessa cultura não se sentirem ofendidas com isso e/ou se for necessário para se adaptar e não ser taxado como alguém "estranho" (ex. se você estiver de visita ao Paquistão, você pode ter de vestir um shalwar kameez para não se parecer com um turista ocidental. Ou se você for visitar um determinado templo ou um local religioso, você talvez precise/queira vestir-se de formas específicas para não ofender costumes do local. Ou se você for convidado para um casamento/uma festa, pode ser que eles lhe permitam vestir-se com ornamentos/vestimentas da cultura deles para participar das festividades, etc.) 

  • Participar de danças/tradições culturais "físicas" em determinados contextos (ex. ter aulas de haqs al sharqi ou ir para um casamento indiano e tentar dançar com eles, claro, sempre se certificando de não ofender ninguém).

E vocês, o que acham deste assunto?
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2 comentários:



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