A #SantaIndignação que corrõe o pais


Boa tarde, pessoal! Tudo bem? Trouxe hoje um bate papo crítico e reflexivo para juntos problematizarmos algumas questões, de cunho social, moral, ético entre outros que temos visto, lido, assistido, muitas vezes batido palmas sem pensar na possível repercussão positva/negativa e os impactos que a curto, médio ou longo prazo podemos ter de retorno para nós.

 Desde a expansão das redes sociais no Brasil e no mundo, esta tem sido cenários para expressão de ações, pensamentos, comportamentos, condutas e atitudes boas ou más, que muitas vezes nos surpreendem e outras nos aterrorizam.

Como vivemos em tempos de compartilhar a expressão ódio (lê-se ódio como linguagem e sentimento de distanciamento, intolerância, incompreensão do outro sem prévio motivo) esta semana tivemos algumas exposições que deram o que falar e, em uma delas me posicionei em video.

 Vale lembrar que, meu objetivo em problematizar; isto é, discutir respeitosamente às intenções e idéias que há por trás destes pensamentos, sem mero lugar de julgadora, mas de observadora e claro, trazer um outro lado (e também me abrir para outros) sobre tais notas.

A primeira delas diz respeito à cantora vocalista da banda gospel Diante do Trono, Ana Paula Valadão, que veio em público em suas redes sociais, propor "BOICOTE", isto é (ações conjuntas de não adesão) à rede de lojas C&A, em virtude de sua campanha publicitária para o Dia dos Namorados, onde os mesmos trouxeram a "diversidade" como uma das temáticas, isto é, não apenas relacionamento hetero normativos, como expressões dos relacionamentos homo afetivos. Penso que, além do "soar" negativo pelo tom de discriminação e preconceito às pessoas que tem esta orientação sexual (porque penso que, CADA UM DE NÓS PRESTARÁ CONTAS A DEUS POR NOSSOS ATOS E PENSAMENTOS) há uma total ausência de consciência critica e da realidade, onde num momento sociopolítico como nosso, de uma transição de governo com uma presidente afastada por Impeachment, às evidentes, claras e lógicas crises políticas, econômicas e sociais, alguém propor a milhões de seguidores um comportamento destes é estimular o fechamento de portas de mais lojas e, consequentemente o desemprego de muitas, mas muitas pessoas.

A "bonita" não pensou que, aderem a esta rede de loja, não tem o mesmo poder aquisitivo que ela que usa botas de "piton" (calçados em couro de cobra) e peças da Chanel e tampouco levou em consideração que muitos dos "irmãozinhos" compram e trabalham lá. Isso é desproporcional.

Não entrarei no mérito da questão do "direito" dela e de qualquer pessoa se colocar contra à chamada imposição da "ideologia de gênero" (que existe desde que o mundo é mundo atribuindo lugares e papéis específicos ao que é ser homem e ser mulher) por uma questão ideológica e de fé; mas vejo que tais pensamentos, tem como pano de fundo, uma perseguição cruel e perversa aos homosssexuais, como se este grupo social fosse os únicos "na contramão do mundo" como muitos crentes quere fazê-los sentir. Vejo uma perseguição tal como na Inquisição, onde a Igreja cassavam às bruxas. Absurdo!

Minha fala, que não foi compreendida por uma minoria é: DEIXEM OS GAYS EM PAZ! DEIXEM OS HOMOAFETIVOS EM PAZ! Se você quer mudar o mundo e as pessoas, comece por você. Jesus não impôs a sua presença como filho de Deus à ninguém. Quem creu Nele, recebeu.

Agora a contradição vem no dia seguinte que, frente a notícia de um ESTUPRO COLETIVO à uma adolescente, pobre, da periferia do Rio de Janeiro por uma média 30 homens, não causou na mesma cantora e em outras pessoas, o mesmo sentimento de indignação. Que mundo é este??? Curioso que não houve publicamente tal indignação por quase ninguém. Talvez se fosse alguém do metiê, tal indignação aconteceria.

Agora, sem querer julgar mas analisando os fatos, vem a pergunta: O QUE É INDIGNAÇÃO? O que podemos fazer para mudar a nós mesmos e ao mundo? Para quem é cristão a pergunta: como podemos ter estratégias, movidos por Deus, para tocar na mente e nos corações dos homens?

Deixo aqui o vídeo que fiz falando um pouco mais sobre a questão que a nobre cantora trouxe:



       


Que possamos seguir nossa fé, ideologia e crença sempre respeitando às escolhas alheias, pois todas elas tem um lugar de escoamento.

Beijos e até o próximo post.
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2 comentários:

  1. Fernanda, não conheço essa cantora e não sou protestante como ela mas sei que a mudança que queremos começa em nós como você disse.
    A religião transcende o aqui e o agora, quando Cristo voltar ao mundo encontrará fé? Se Ele mesmo nos promete que não nos faltará nada porque aceitamos as migalhas que o mundo, transitório, nos dá?
    Fico espantada com as roupas sensuais que vendem para meninas. Acho que é um chamariz para pedófilos e uma distorção da infância e do sexo. Não trabalharia vendendo roupas assim, não compraria em uma lojas que concorda em vender esse tipo de roupas.
    Há mais ou menos 1 ano decidi que empregaria meu dinheiro para fomentar o comércio local de onde moro. Algumas vezes pago mais caro aqui perto mas fico feliz em saber que mesmo com pouco ajudo aqueles que trabalham aqui e tornam meu bairro mais cômodo e próspero.
    Moro em uma cidade pobre e vivo inquieta pensando no que fazer para ajudar, não posso muito mas cada centavo que uso tento fazer ser útil para a sociedade.
    A diversidade que eles vendem é de mentira, hipocrisia. Quantos travestis trabalham lá? Quantos gerentes negros eles tem?
    Enquanto não usarmos nossas forças e dinheiro para aquilo que acreditamos, vamos continuar sendo comprados por migalhas.
    Não concordo com a ideologia de gênero.
    Muitos homens estrupam mulheres e crianças sem pensar que são estupradores. Acham que a vítima merece e que estão só fazendo sexo. Agem no automático. Isto não torna o que fazem menos pior.
    Luto pelo que acredito no pouco que posso. Meu dinheiro e trabalho servem de ferramenta para isto.
    Não dá para servirmos a dois senhores.

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