Brasil, qual é a sua cara?


Olá, pessoal! Tudo bem? No post de hoje o assunto é uma reflexão sobre o panorama político e social à qual o país está passando.

Para quem me acompanha no Instagram e também no Facebook conhecem minhas publicações, seja com dicas e informações de beleza, mas também informação para nossa auto estima e reflexões filosóficas e sociológicas. Meu objetivo é estimular em vocês leitora um pensamento crítico e reflexivo frente a realidade e sair um pouquinho do mundo cor de rosa que a blogosfera acaba nos levando.

Este mês, mais uma vez, o país tem sido arena de grandes manifestações de movimentos sociais diversos (pasmem, inclusive da classe média e alta), com relação aos acontecimentos que, nunca tem uma resolutividade justa, no ponto de vista jurídico e seus atores acabam não sendo punidos ou responsabilizados por tantos desvios, corrupções e desmontes ao Estado que deveria nos gerar melhor condições para um lugar de bem estar social.

Achei esta charge e isso gerou algumas polêmicas. Como vivemos em uma "democracia" e o direito à à livre expressão é direito de todos nós, desde que não fira princípios morais e éticos contra a personalidade de cada um de nós.

Na charge fica clara às intenções do autor: mostrar a classe média/elite indo às ruas manifestar-se conta um estado de corrupção que, muitas vezes são sustentados pelo mesmo, principalmente no financiamento às campanhas eleitorais de alguns políticos fraudadores e claro, no afundamento das desigualdades sociais. Em contrapartida apresenta o papel secundário e invisível de pretos e pardos nesta pirâmide (não digo eu mas os dados de institutos de pesquisa como IBGE, FGV, Diiese, IPEA e outros) e neste caso da babá negra empurrando o carrinho com o bebê da madame.

Esta cena é comum de vermos nos pontos nobres das cidades brasileiras e, aos olhos de quem quer enxergar a realidade, sabe que não há vitimismo nisso e nem nos fazemos de coitados. Tanto que hoje sabemos reconhecer, dizer sobre estas desiguldades e exigimos mudanças.

Mas o ponto em que eu quis apresentar desta charge foi outra coisa: uma mulher negra, na condição de subalternidade sim, mas que a TEXTURA/ESTRUTURA do seu cabelo não faz diferença neste cenário, se é quimicamente tratado ou natural. Como? Pode parecer maluquice, mas com tantos despaltérios sociais e políticos que vivemos, ainda temos mentalidades que querem fragmentar a identidade da pessoa negra, separando-os entre os que usam quimica ou não e os que tem possíveis benefícios por ter a cor da pele mais clara ou não.

Não vou me alongar para não cansar vocês, mas fica aí a reflexão: se existe racismo, discriminação, preconceito ou seja lá que nome for, podemos ver que ele se indifere pela textura/estrutura do cabelo e se fortalece, infelizmente na cor da pele e origem das pessoas.

O objetivo não foi polemizar mais uma vez, mas tentar esclarecer e trazer outras reflexões sobre certas bandeiras separatistas que estão sendo levantadas contra nós.

Beijos e até o próximo post.
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