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A Ditadura dos Cachos Perfeitos - Tô de Cacho - Salon Line


Olá, pessoal!" Tudo bem? No post de hoje é um bate papo, proposto pelo blog Tô de Cacho da Salon Line, num super desafio de compartilhar opiniões, vivências, experiências, reflexão, crítica e quem sabe retomada de consciência, sobre algo muito comum no meio das crespas e cacheadas que é A DITADURA DOS CACHOS PERFEITOS.

Sim, desde que optamos sair de um estado para o outro e este outro, seja em modalidade natural ou com quimica, com adesão à ondulação dos fios, temos a preocupação em mantermos nossos fios lindos, maravilhosos, impecáveis e claro super modelados e definidos. Mas por quê temos tanta necessidade de apresentá-los perfeitos e temos vergonha de mostrá-los como ele é?

Pode parecer contraditório, no ponto de vista de algumas pessoas ou grupos, eu me colocar neste lugar e falar sobre cachos perfeitos, uma vez que esta expressão está ligada diretamante ao seguimento de pessoas que adereriam aos cabelos naturais. #SQN

Como tudo na vida é relativo, a idéia de cachos perfeitos, cabelos perfeitos, pessoas perfeitas é também relativa. Socialmente, até então, o aceitável, principalmente para mulheres de cabelos crespos e cacheados, é o uso do cabelo liso, escorrido, quimicamente tratado ou muito escovado e pranchado, como forma de apresentação de aceitação daquilo que a sociedade consagrou com certa e verdadeira.

Com a luta dos movimentos sociais, principalmente do movimento negro e também do movimento feminista, esta "ditadura" começa ser questionada sobre vários pontos, entre eles: a dominação do corpo/cabelo do outro (este outro sendo o branco quem dita às regras) e também a defesa de uma negritude genuína e identitária fazendo uso dos cabelos crespos/ cacheados naturais.

Claro, com todo respeito à construção social, histórica e identitária destes grupos, sabemos que tais pontos de vistas não são absolutos. Como gostamos muito de comparar e copiar nossa cultura à norte americana, é comum nos "stats" mulheres negras, independente da pigmentação do tom da sua pele, usando cabelos de variadas cores e texturas. Cabelos que vão do natural ao liso, louro e escorrido e nenhuma delas tiveram seu lugar histórico de mulher negra e nem sua historicidade negada apenas pela escolha que fez em lidar com seus cabelos. Do contrário, como poderíamos pensar nas mulheres negras que optam em ficar carecas como expressão da sua beleza e identidade?

Assim, num super desafio de reflexão e construção de novos paradigmas, topei o desafio e fiz um vídeo falando um pouco do que penso à respeito deste assunto. Quer saber um pouco mais? Confira o vídeo que fiz.

         

Lembrando que, idependente do que você faça em seu cabelo, se natural ou quimicamente tratado, auto estima é aceitá-lo como ele te faz bem. A ditadura dos cuidados intensivos, do uso abusivo de quimicas, de técnicas de texturizações entre outros é que nos aprisionam e nos levam à aderir esta imposição de que o cabelo precisa estar perfeito.

Vamos cuidar sim, mas aceitá-lo da forma como ele estiver. Nada de entrar em pânico, deixar de estar com quem se gosta ou mesmo fazer o que deseja, para perder horas e horas de texturização para modelá-los.

Aceitação, bem estar e auto estima é fazer o que se gosta. Sem regras, sem imposições, sem obrigações.

Espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo post.

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