25 de Julho - Dia da Mulher Negra Afro, Latino, Americana e Caribenha. O que você tem a ver com isso?


Olá, pessoal! Tudo bem? O papo hoje é sobre memória e celebração do dia de hoje, dia 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro, Latino, Americana e Caribenha. O que nós temos a ver com isso? Algumas coisas, entre elas:

1) Afro, porque viemos de descendência dos africanos #fato ;
2) Americana, porque vivemos na América do Sul;
3) Latina, porque fazemos parte do continente da América Latina.

Logo, temos muitas questões sociais, históricas, econômicas e identitárias em comum, entre elas, nossas história de lutas e reconhecimento por direitos iguais na sociedade brasileira e em outras também.

A diferença é que em cada país, em cada continente, de acordo com o viés socioeconômico, histórico, político e cultural, nossa lutas tem conotações diferentes, mas a essência é sempre a mesma: reconhecimento por direitos iguais, os quais são negados ou negligenciados pela política vigente ou pela sociedade, em virtude da discriminação, preconceito e racismo.

Esta data é importante, pois em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana, elegeu esta data como um referencial na luta e resistência da mulher negra às opressões sociais e exclusões que refletem estatisticamente: no menor acesso à educação, saúde, trabalho, lazer, cultura e outros. As melhorias nas condições de vida que empurram muitas de nós às condições precárias de moradia, meio ambiente e informalidade nas relações pessoais e de trabalho. Nas questões claras de violência e o índice de mortes que poderiam ser reduzidos à nós mulheres e nossas crianças (filhos, sobrinhos, primos, netos e outros).

Lembrando que tentam nos induzir à acreditar que choramos mazelas e somos vitimistas, só que não! Os resquícios das desigualdades sociais iniciam na escravidão nestes países e continentes e se desdobram na exclusão social, que se expressam no preconceito, discriminação e racismo que, querendo enxergar, todo olho vê.

Portanto nós que temos este olhar e esta consciência, precisamos pensar neste dia como mais uma data representativa de pensarmos em estratégias de eliminar estas barreiras e avançarmos em pontos aonde ainda pouco ou nada saímos do lugar.

No mercado da beleza, que é o que a gente se encontra, há ainda lacunas no desenvolvimento de produtos específicos para cabelos crespos e cacheados, no que tange à perfeição, por exemplo, para cabelos crespos naturais do tipo 4c. Tudo bem que eu relaxo, mas leio relatos de colegas que precisam sempre fazer uso de gel e ir à luta em busca de cremes que não deixem os tais pozinhos brancos.

No nicho de maquiagens, ha, sem comentários... Ainda estamos engatinhando no desenvolvimento de produtos, de nível internacional, para maquiagem em pele negra e morena. Me refiro a pele negra mais pigmentada. Hoje grandes marcas como Avon, Natura, Vult, Dailus, Tracta e outras tem feito seus esforços, mas ainda não conseguiram desenvolver um produto perfeito para pele negra mais pigmentada. Precisamos apelar às marcas internacionais como MAC, Mary Kay, MakeUp Forever e outras para encontar o tom certo e a textura adequada em bases, pós e corretivos.

Acredito que devagar chegaremos lá. Fazer valer nossos direitos como pessoas humanas, cidadãs e consumidoras é o começo de muitas coisas.

 Beijos e até o próximo post.
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