Mulheres negras e afetividades


Olá pessoal! Tudo bem? No post de hoje o assunto é sobre às questões da vida e, neste momento, achei oportuno compartilhar algumas idéias sobre a relação entre a afetividade/sentimentos e mulheres negras, principalmente no Brasil.

Hoje a pesquisas e diversas reportagens falando sobre a "solterisse" dos brasileiros, que há mais mulheres do que homens e etc, mas infelizmente tais pesquisas e reportagens fazem o recorte de raça/cor.
Este critério é importantíssimo pois apresenta precisamente qual é o grupo social que aparece em mais ou menos vantagens/desvantagens nesta questão. Aquilo que soltam aos olhos, se revelam no Censo de 2010 onde 52,8% das mulheres negras estão nesta fatia da solidão do mercado afetivo.

Por quê será que isso ainda acontece? Afinal, não vivemos numa democracia, onde os direitos de negros e não negros são iguais e as oportunidades são iguais para todos? Como explicar e justificar este número?
Para quem está fora de uma avaliação histórica e social da trajetória de mulheres negras no Brasil, vão usar o jargão nojento e barato de que mulheres negras são vulgares, tem filhos um de cada homem, não se valorizam, não estudam e não querem nada. Pasmem, mas há muitos que dizem isso por ai? Mas será que é isso mesmo? O que as pesquisas provam e comprovam é que, independente do nível social desta mulher negra (isto é, se pobre, se classe média, se rica, se estudou, se não estudou, se mora bem ou se mora mal) a realidade é a mesma. Portanto, precisamos abrir as lentes da realidade e compreender que este fenômeno é histórico e reflete de forma brutal e perversa na vida social.

Hoje indico duas autoras que tem todo meu respeito sobre a abordagem deste tema, entre elas: Drª Ana Claudia Lemos Pacheco, autora do livro Mulher Negra: Afetividade e Solidão e a Drª Claudete Alves, autora do livro: Virou Regra? que trazem uma profunda reflexão de como esta questão tão subjetiva que está nos sentimentos e afetos se põem objetivamente na vida pratica de mulheres negras.

Em paralelo a isso, outras discussões importantes sobre o tema está sendo traçado também nas redes sociais. Assim achei de suma importância compartilhar o vídeo elaborado pela Fabiana, do canal Beleza de Preta, junto com a psicóloga Nany Kipenzi Vieira que trouxeram uma abordagem bem interessante sobre as relações afetivas, racismo e posicionamento do cabelo crespo com relação a esta realidade. Confira:

         


Espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo post.


Pin It

Nenhum comentário:

Postar um comentário