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#Indignada: As POLIFACES do Racismo no Brasil


O papo de hoje é assunto grave, dentro e fora das redes sociais. Hoje vamos falar sobre 



Pra inicio de conversa, você sabe o que é RACISMO???

Antes de tentar explicar, quero apresentar três fatos que aconteceram nestes últimos dias e mexeu com a opinião pública brasileira.




Caso Thayna Trindade devidamente acompanhado AQUI


O caso do ator global que foi confundido com um assaltante no bairro do Meier no Rio de Janeiro.

Acompanhando os três casos de discriminação ocorridos acima, podemos observar há algo em comum com as pessoas envolvidas:

- São negros;
- Usam cabelo black power
- Estão na cidade do Rio de Janeiro

POR QUÊ???

Isso não é conscidência, pois todos os dias mulheres e homens tem sofrido constrangimentos diversos, por causa da sua cor da pele, textura de cabelos ou origem. Que nome se dá isso??? Claro que isso acontece com outras pessoas, mas o fato mais comum é acontecer com pessoas de cor. Incrível!

A discriminação é a prática do comportamento que diferenciam o tratamento recebido por uma pessoa, em detrimento da outra em que ambas estejam nas mesmas condições de igualdade.  

A prática do preconceito e da discriminação se tornam mais comuns em grupos que, nas Ciências Sociais chamamos de minorias sociais. Portanto: negras e negros, indígenas, nordestinos, obesos, deficientes, lésbicas e gays e outros grupos costumam ser mais vezes vítima da violência do preconceito e da discriminação tornando em RACISMO.

Nos casos citados acima, podemos perceber claramente o preconceito, discriminação e a prática de racismo. No primeiro momento, já percebemos que o racismo não elege nem homens e nem mulheres. Ele elege características específicas de uma determinada identidade cultural.

No caso da Marina Silva, a mesma tentava entrar no banco à qual é cliente, foi impedida de entrar, deixando expostos seus pertences, ao passo que, duas outras mulheres entraram na mesma agência no mesmo horário portanto bolsas e malas e não houve impedimento. A situação só conseguiu ficar resolvida quando Marina perguntou o por quê as duas mulheres puderam entrar com mais volume que ela e, após ouvir que as mesmas são conhecidas na agência, Marina respondeu que é cliente também.  A pergunta é simples: por quê a agência a impediu de entrar???

Outro caso que causou revolta e mobilização é o de Thayna Trindade, no Shopping Plaza de Niterói. A mesma passava em frente a loja Ponto Frio quando ouviu um comentário de um vendedor de teor racista, machista e preconceituoso sobre o uso do seu cabelo crespo natural associando sua visual ao patrocinio da Assolan.  A mesma buscou providências por parte da loja no momento e não houve quem a fizesse. As coisas só foram minimizadas à Thayna quando um passante se solidarizou com sua situação e foi com ela em busca de providências, entre elas, o registro do caso na delegacia. Hoje os representantes oficiais da loja estão em negociação com Thayná, mas ainda não tem nada resolvido.

O caso que tomou maior proporção na mídia foi a do ator Vinícius Romão que foi preso pela polícia por parecer com o assaltante que roubou a bolsa de uma senhora,.Na delegacia esta senhora disse que o assaltante era alto, negro e usava o cabelo black power. Rapidamente a polícia entrou em ação e capturou o primeiro suspeito que tinha estas características, postergado as devidas investigações antes de prosseguir com a prisão. 

Nos três casos, algo fica muito claro: que, todos os fatos ocorridos foram por base do estereótipo, da aparência e da cor da pele. Mas, se somos iguais perante a lei, por quê estas situações isoladas se repetem diariamente???

Bom, com estes e outros exemplos é nítido entender que o racismo vem até nós como vão até outros grupos, mas a forma como a gente age e reage contra ele é que faz toda diferença. Por isso é imoprtantíssimo reconhecer nossa história, sabermos dos nossos direitos, pois o objetivo de quem está no poder é sempre nos reduzir e fazer com que carreguemos o peso dos seus lucros em nossas costas. 
Temos uma história amarga desde a escravidão e temos reflexos negativos gerados por elas, incluindo: a subestimação da pessoa e do papel do negro na sociedade, a negação da nossa história, a negação a nossa inclusão à participação na educação e outras esferas, a continuidade da ausência de educação para que sejamos sempre mão de obra barata nas mãos dos coronéis do capitalismo.

A coisa tomou uma proporção tão grande que há políticas e leis de combate ao racismo e proteção às vítimas. Para fazemos valê-las é preciso que, cada situação de constrangimento que configure preconceito, discriminação e racismo sejam devidamente registradas em boletim de ocorrência, junto à policia e que busquemos apoio jurídico para que as providências legais sejam tomadas.  

Caso haja danos a sua imagem e a sua condição moral e humana e isso lhe causar dificuldades de interagir, além da providência jurídica, um acompanhamento psicológico ajuda muito.

Afinal, quem pratica o racismo sabe o que está fazendo, faz intencionalmente  e sabe das possíveis consequências com o seu ato. 

Qualquer ato que coloque alguém em nível de superioridade e que precisa ser sustentado pelas práticas de preconceito e discriminação é um caso claro de RACISMO.




E vocês? Já viveram situação de discriminação e racismo? Relate pra nós e vamos trocar idéias.

 Beijos e até o próximo post. 

2 Crilouras Comentaram:

Anônimo disse...

Criloura

Sempre acompanho seu blog e gostaria que me ajudasse em uma coisa.

Descobri que estou grávida, e fiquei sabendo que não pode usar alisamentos e progressiva. Estou numa transição forçada, não é que não goste de cachos, eu gosto, mas nessa fase pós alisamento nem forma cachos definidos e nem está liso. Está volumoso, sem forma, quebradiço e ressecado. Tô me sentindo feia.

O que eu devo fazer?

Mariana de Freitas disse...

Não podemos fechar os olhos e nem tapar os ouvidos para essas situações, o RACISMO DISFARÇADO no nosso país só irá "acabar" quando o ser humano aprender a ter respeito pelo outro, quando o país ADMITIR que é RACISTA e os negros fazerem valer pelos seus direitos levando até o fim a Lei Carlos Alberto de Oliveira, a LEI CAÓ. E digo mais, quando os negros pararem de se conformar e NÃO ACEITAREM DE FORMA ALGUMA brincadeiras de mau gosto e piadinhas racistas. Parar com essa história "perder o amigo, mas não perder a piada", só para não ficar mal na história, ou no grupo social. Não podemos deixar de falar, denunciar e pronunciar. Divulgar sempre é a solução, seja na escola, trabalho, clubes, nas instituições religiosas, onde for! A liberdade de expressão existe para isso! "Não vos conformeis com esse mundo, mas
transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, que é vosso culto racional..." Romanos 12-2

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